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CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2014

Tema: Fraternidade e Tráfico Humano
Lema: É para a liberdade que Cristo nos libertou (Gl 5,1)

O objetivo geral da Campanha da Fraternidade de 2014 é “identificar as práticas de tráfico humano em suas várias formas e denunciá-las como violação da dignidade e da liberdade humanas, mobilizando cristãos e pessoas de boa vontade para erradicar este mal com vista ao resgate da vida dos filhos e filhas de Deus”.

Objetivos específicos:

  • Identificar as causas e modalidades do tráfico humano e os rostos sofridos por esta exploração;
  • Celebrar o mistério da morte e ressurreição de Jesus Cristo, sensibilizando para a solidariedade e o cuidado às vitimas dessas práticas;
  • Suscitar, à luz da Palavra de Deus, a conversão que conduza ao empenho transformador desta realidade aviltante da pessoa humana;
  • Denunciar as estruturas e situações causadoras do tráfico humano;
  • Promover ações de prevenção e de resgate da cidadania dos atingidos;
  • Reivindicar, aos poderes públicos, políticas e meios para a reinserção das pessoas atingidas pelo tráfico humano na vida familiar, eclesial e social;

FESTA DA PADROEIRA DA PARÓQUIA


SOLENIDADE DO NATAL DO SENHOR


"Como são belos sobre os montes os pés do mensageiro que anuncia a paz"   (Is. 52,7). 


Paz é um dos múltiplos termos, uma das versões atuais para substituir e evitar a palavra, a ideia, o acontecimento e o facto do Natal. Pensar-se-á que é mais universal, mais pacífico, mais consensual ou menos agressivo ideologicamente substituir o Natal pela paz. E em verdade, relativamente à paz, a nostalgia é colectiva, embora de consciência ou gravidade desigual, o sentimento de culpa é mais alheio ou superficial, mas o apreço é sincero (mesmo que não reflectido) e a necessidade é grande e partilhada com facilidade: todos desejamos a paz e por isso todos nos desejamos a paz, aliada até com boas festas. E até vamos aceitando, embora com alguma surpresa, os votos de reconciliação, tidos como úteis... para os outros.
Ora, no mesmo contexto bíblico, o profeta que bendiz a paz e os seus mensageiros anuncia, também profeticamente: "todos os confins da terra verão a salvação do nosso Deus" (Is. 52,10). Anunciar a paz é anunciar a salvação (de Deus). E a nostalgia da paz que se anuncia e falta é a nostalgia da salvação que se deseja e se ignora ou recusa.
Entretanto, "nestes dias, que são os últimos, Deus falou-nos por seu Filho... que tudo sustenta com a sua palavra poderosa" (Hebr. 1,3). Menos auto-responsabilizados pela palavra de Deus proferida "muitas vezes e de muitos modos" (Hebr. 1,1), não podemos deixar de nos sentir devidamente avisados por Deus nos ter falado "nestes dias, que são os últimos", ou nos últimos dias que são os nossos, porque Deus falou para nós nestes dias da nossa vida. Indiferentes porventura à Palavra de Deus, pelo Filho e no Filho, teremos que nos proteger com as desculpas de cepticismo, incredulidade, ou agnosticismo auto-suficiente quando se nos afirma que o Filho de Deus tudo sustenta com a sua palavra poderosa.
S. João, o discípulo, apóstolo e evangelista de maiores créditos para falar nesta matéria, diz que a Palavra ou Verbo estava com Deus, era Deus, é Deus, criador, vida e luz, a luz verdadeira, que veio ao mundo. "e o Verbo (ou Palavra) fez-se carne e habitou entre nós" (Jo. 1,14).
Quando falamos do Natal falamos do nascimento de Cristo em Belém: falamos daquela noite, dos anjos, dos pastores, dos cânticos, da estrela, do presépio, da gruta, dos animais, dos magos, de Heródes, de Jesus e Maria, e de Jesus (o Salvador), o Filho de Deus que se fez carne (Homem) para habitar entre nós, connosco, e dar a vida por nós, deixando que o sacrificassem pregado numa cruz. O presépio e a cruz constituem os dois momentos referentes, simbólica e realmente, ao início e ao termo da vida de Cristo visível entre nós - Na cruz está o drama do sacrifício, da entrega, da redenção e do amor. No presépio está, não a fantasia da imaginação, mas a poesia da inocência, da harmonia, da simplicidade, da ternura, do Menino Deus, do acolhimento por Maria e José, da festa colectiva, do mistério de Deus que vem para aqui ser "Emmanuel", Deus connosco.
Celebrar o Natal é celebrar o nascimento de Jesus Cristo (o Salvador e Messias), Filho de Deus e filho da Humanidade por Maria, "cheio de graça e de verdade", de cuja plenitude todos beneficiamos porque todos recebemos.
Todos exultamos, porque sabemos (os que temos fé) que "da sua plenitude todos nós recebemos graça sobre graça" (Jo. 1, 16). O Evangelista que nos relatou o Natal e nos interpretou o seu sentido e alcance teológico também profetizou como acontecimento trágico: "O mundo, que foi feito por Ele, não O conheceu. Veio para o que era seu e os seus não O receberam" (Jo. 1, 10-11). Era a imagem do mundo e da sociedade de então, prenúncio do mundo e da sociedade de hoje.
Mas nós acreditamos, recebemo-Lo e queremos estar com Ele, ainda mais e de modo mais comprometido, para Lhe pedir que seja para todos Salvador e Messias, Jesus Cristo, e que nasça também para aqueles que O ignoram, O desprezam e buscam sem Ele e contra Ele, outros salvadores, outros messias, outra salvação.

Que o Menino Deus, seja vida e luz, esperança e Salvação para todos vós e vossas famílias, para a nossa sociedade, para o nosso país.

Porto e Sé Catedral do Porto, 25 de Dezembro de 2005
D. Armindo Lopes Coelho, Bispo do Porto

Fonte:http://www.diocese-porto.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=1096:solenidade-do-natal-do-senhor&catid=84:homilias&Itemid=164

ADVENTO 2013 ANO A

Advento, esperança de paz - Papa no Angelus. Apelo a que os doentes de AIDS tenham acesso às curas

O tempo do Advento que inicia neste primeiro domingo de Dezembro foi o tema desenvolvido pelo Papa Francisco na sua reflexão, antes da oração mariana do Angelus, juntamente com os fieis reunidos na Praça de São Pedro. 

O Papa disse que o primeiro domingo do Advento tem um fascínio especial porque marca o início dum novo ano litúrgico, de um novo caminho do povo de Deus com Jesus Cristo. Redescobrimos a beleza de estar todos a caminho, numa peregrinação universal em direcção a uma meta comum. Mas que meta, para onde vamos, interrogou-se o Papa, indicando nas palavras do Senhor através do profeta Isaías, primeiro Jerusalém, onde surgiu o templo do Senhor, a revelação do rosto de Deus e da sua lei, revelação que encontrou em Jesus Cristo a sua completa realização. Jesus Cristo é portanto, o guia e, e ao mesmo tempo, a meta da peregrinação do Povo de Deus. À sua luz todos os povos caminham em direcção ao Reino da justiça e da paz. 

A este ponto o Papa citou mais uma vez o profeta Isaías quando este diz que com a vinda do Senhor os povos “forjarão das suas espadas relhas de arados, e das suas lanças foices. Uma nação não levantará a espada contra a outra nação e não se adestrarão mais para a guerra.” 
Mas quando é que isto acontecerá, interrogou-se o Papa, prosseguindo… 

Que belo que será o dia em que as armas serão desmontadas para serem transformadas em instrumentos de trabalho! Que belo dia que será! E isto é possível. Apostemos na esperança, na esperança duma paz quer será possível

Da janela do Palácio Apostólico, olhando para os milhares de fiéis que o escutavam, o Papa recordou que esse caminho nunca se conclui, pois que tal como na vida duma pessoa em que há sempre necessidade de voltar a partir, de se levantar, de reencontrar o novo sentido da própria existência, assim também para a grande família humana é necessário renovar sempre o horizonte comum, “o horizonte da esperança” . 

É este horizonte que nos permite fazer uma boa caminhada… O tempo do Advento que hoje de novo começamos, volta a dar-nos o horizonte da esperança, uma esperança que não desilude, porque é fundada na Palavra de Deus, e Deus não desilude, é fiel”. Ele não desilude. Pensemos e sintamos esta beleza!” …

O Papa concluiu indicando Nossa Senhora como come o modelo desse modo de caminhar na esperança, ela simples menina de aldeia que traz no coração toda a esperança de Deus. 

Deixemo-nos guiar por ela, neste tempo de espera e de vigilância activa, porque é mãe, é mamã, e sabe como guiar-nos” 

Depois da oração mariana do Angelus, o Papa recordou que hoje é Dia mundial de luta contra o HIV-AIDS, exprimindo a proximidade em relação às pessoas com este problema, especialmente as criança; uma proximidade que é – disse – muito concreta pelo empenho silenciosos de muitos missionários e operadores.” 

Francisco convidou todos a rezar, também pelos médicos e investigadores, a fim de que “nenhum doente seja excluído, mas possa aceder às curas de que necessita.

14 DE SETEMBRO DIA DA EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ

Nos reunimos com todos os santos, neste dia, para exaltar a Santa Cruz, que é fonte de santidade e símbolo revelador da vitória de Jesus sobre o pecado, a morte e o demônio; também na Cruz encontramos o maior sinal do amor de Deus, por isso :
“Nós, porém, pregamos um Messias crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os pagãos ”       (I Cor 1,23) 

Esta festividade está ligada à dedicação de duas importantes basílicas construídas em Jerusalém por ordem de Constantino, filho de Santa Helena. Uma, construída sobre o Monte do Gólgota e outra, no lugar em que Cristo Jesus foi sepultado e ressuscitado pelo poder de Deus.

 A dedicação destas duas basílicas remonta ao ano 335, quando a Santa Cruz foi exaltada ou apresentada aos fiéis. Encontrada por Santa Helena, foi roubada pelos persas e resgatada pelo imperador Heráclio. Graças a Deus a Cruz está guardada na tradição e no coração de cada verdadeiro cristão, por isso neste dia, a Igreja nos convida a rezarmos: “Do Rei avança o estandarte, fulge o mistério da Cruz, onde por nós suspenso o autor da vida, Jesus. Do lado morto de Cristo, ao golpe que lhe vibravam, para lavar meu pecado o sangue e a água jorravam. Árvore esplêndida bela de rubra púrpura ornada dos santos membros tocar digna só tu foste achada”.
 
“Viva Jesus! Viva a Santa Cruz!”

Santa Cruz, sede a nossa salvação!


SETEMBRO: MÊS DA BIBLIA

Estamos em setembro, e no Brasil já é uma tradição que este mês seja lembrado como o “Mês da Bíblia”. Setembro foi escolhido pelos Bispos do Brasil como o Mês da Bíblia em razão da festa de São Jerônimo, celebrada no dia 30. São Jerônimo, que viveu entre 340 e 420, foi o secretário do Papa Dâmaso e por ele encarregado de revisar a tradução latina da Sagrada Escritura. Essa versão latina feita por esse santo recebeu o nome de Vulgata, que, em latim, significa "popular" e o seu trabalho é referência nas traduções da Bíblia até os nossos dias. Ao celebrar o Mês da Bíblia, a Igreja nos convida a conhecer mais a fundo a Palavra de Deus, a amá-la cada vez mais e a fazer dela, a cada dia, uma leitura meditada e rezada. É essencial ao discípulo missionário o contato com a Palavra de Deus para ficar solidamente firmado em Cristo e poder testemunhá-Lo no mundo presente, tão necessitado de Sua presença. “Desconhecer a Escritura é desconhecer Jesus Cristo e renunciar a anunciá-lo. Se queremos ser discípulos e missionários de Jesus Cristo é indispensável o conhecimento profundo e vivencial da Palavra de Deus. É preciso fundamentar nosso compromisso missionário e toda a nossa vida cristã na rocha da Palavra de Deus” (DA 247). A Bíblia contém tudo aquilo que Deus quis nos comunicar em relação à nossa salvação. Jesus é o centro e o coração da Sagrada Escritura. Em Jesus se cumprem todas as promessas feitas no Antigo Testamento para o povo de Deus. Ao lê-la, não devemos nos esquecer de que Cristo é o ápice da revelação de Deus. Ele é a Palavra viva de Deus. Todas as palavras da Sagrada Escritura têm seu sentido definitivo n'Ele, porque é no mistério de Sua Morte e Ressurreição que o plano de Deus Pai para a nossa salvação se cumpre plenamente.

Dom Raymundo Damasceno Assis Arcebispo de Aparecida

LOUVOR PARA JUVENTUDE LAGOENSE

Louvor para todos os jovens da Comunidade de Lagoa da Cruz, realizado no dia 27 de Julho de 2013, presidido pelo Grupo Perseverança em Cristo (GPC), da Cidade de Quixaba- PE, e também com a participação do (GPC) da Comunidade de Jericó- PE.

A Todos muito obrigado por sua participação. 

MÊS MARIANO 2013


Este é um mês especial! Mês das Mães.
As Mães que Deus escolheu para nos gerar, criar, educar, proteger e amar. Não foi por mero acaso.
É o Mês de MARIA, a Mãe de Jesus .
Maria, através de seu semblante deixa transparecer a divindade de seu Filho muito amado, Jesus. Ela é a Mãe do Puro Amor.
Maria é promessa e esperança, é ternura e solidariedade, é bondade e amor. É o veículo direto que nos comunica com Seu Filho. É nossa intercessora.
A ela, confiamos nossas fraquezas, nossos sofrimentos, nossas limitações. Maria é nosso HELP!
O colo de Maria é maternal. Nele, encontramos abrigo e consolo. Ela nos conforta, nos acalenta. A presença da Virgem Maria em nossas vidas é real. Maria nos guia a cada momento. É mãe cuidadosa e amorosa com seus filhos. Assim, também, devemos ser com nossos filhos, semelhantes à Maria. Tratá-los com carinho sob nossa orientação e cuidados, mesmo que tenhamos que nos esforçar em certas ocasiões.
Devemos ser fiéis à Mãe de Deus, oferecendo nossas orações, aflições, angústias e tendo-a em lugar especial e respeitoso em nossas vidas.
Ela, não se esquece de nós. Precisamos ser Mães como Maria, acalentando nossos filhos, educando-os e amando-os, dentro dos princípios morais, éticos e religiosos. Sejamos mães comprometidas com nossos filhos, até as últimas conseqüências. Isso, alegrará o Coração de Maria.
Maria supervisiona nossa maternidade. Ela é Mãe Celeste das Mães.
Ela nos abençoa e solidifica nossa fé em seu Filho amado.
Com Maria firmamos nosso elo de união com Jesus Cristo seu FILHO.
O profundo mistério de ser Mãe de Deus a coloca numa posição privilegiada na história da salvação, elevando-a acima de todas as criaturas. Porém, não podemos esquecer que sua vida foi de ser humano normal semelhante à nossa, com as devidas diferenças da época.
Mas, as preocupações, sofrimentos, trabalhos, exatamente, como nós.
Estamos acostumados a vê-la nos altares, merecidamente, envolta em vestes douradas, mãos postas, glorificada.
Mas... Nos esforcemos para também vê-la de avental, cozinhando e lavando como nós.
Nossa relação com Nossa Senhora é uma relação de infinita igualdade e ao mesmo tempo de grandezas diferentes.
E o SIM de Maria? É o SIM do verdadeiro e Santo Amor.
Queremos pedir um pouco da sua coragem, para darmos o “SIM” necessário à realização do Plano de Deus em nós.
O Sim da Virgem Maria a coloca em plena disponibilidade ao Criador. Sem pensar nas conseqüências, faz a sua entrega, entrega total de prova de amor.
Maria foi o maior exemplo de fé, de certeza, fidelidade ao Pai.
Renuncia sua própria vida de jovem comum e assume o principal papel na História Universal, o de Mãe de Deus.
Sejamos como Maria, Mães amáveis, mães responsáveis, mães em regime integral.
O nosso culto à Virgem Santíssima, Mãe de Deus, Rainha de Todos os Anjos e Santos é de SUMA VENERAÇÃO-HIPERDULIA.
A Igreja estabeleceu duas festas de preceito e honra à Virgem Maria.
A Festa da Imaculada Conceição no dia oito de dezembro e a Festa da Assunção de Maria em quinze de Agosto.
As demais festas celebram os Privilégios de Maria. E são muitas,
 pois ela tem muitos títulos.
No segundo domingo do mês de maio, comemoramos o Dia da Mãe, que na verdade, é todo dia. Mãe não tem férias, assim como não tiramos férias de Deus. A Mãe exerce sua maternidade até o fim. 
São Bernardo, devoto mariano, dizia que o Coração de Maria Santíssima é como um quadro onde estão pintados todos os atrozes sofrimentos de seu Filho. Para conhecê-los, não é preciso fitar a cruz, basta observar o coração da Mãe Dolorosa.Os espinhos que ferem a cabeça de Jesus, os pregos que transpassam os pés, as mãos, as feridas que lhe cobrem os ombros, os insultos, as angustias, tudo isso está visivelmente esculpido no coração da Santíssima Virgem.
No Coração das mães, também estão cravados os sofrimentos de seus diletos filhos.
Como a Virgem Maria, as Mães têm seus sofrimentos e suas dificuldades. Confiemos nossas tribulações à Maria.
Nas suas freqüentes aparições ela repete: “Orai, orai muito pela conversão dos pecadores! Fazei penitência!”
Devemos fazer o que ela nos pede.
São vários seus títulos e muitos tratamentos especiais. Podemos e devemos tratá-la com respeito e dignidade. Entre muitos, Santíssima Virgem Maria, Nossa Senhora, Mãe de Deus ou simplesmente MARIA.
A exemplo de Maria, mulheres, sejamos Mães com docilidade, paciência e serviço, tudo temperado com fartas doses de Amor para exercermos o dom nobre desta linda e especialíssima missão: MÃE!

3° DOMINGO DA PÁSCOA ANO C

A liturgia deste 3º Domingo do Tempo Pascal recorda-nos que a comunidade cristã tem por missão testemunhar e concretizar o projecto libertador que Jesus iniciou; e que Jesus, vivo e ressuscitado, acompanhará sempre a sua Igreja em missão, vivificando-a com a sua presença e orientando-a com a sua Palavra.
A primeira leitura apresenta-nos o testemunho que a comunidade de Jerusalém dá de Jesus ressuscitado. Embora o mundo se oponha ao projecto libertador de Jesus testemunhado pelos discípulos, o cristão deve antes obedecer a Deus do que aos homens.
A segunda leitura apresenta Jesus, o “cordeiro” imolado que venceu a morte e que trouxe aos homens a libertação definitiva; em contexto litúrgico, o autor põe a criação inteira a manifestar diante do “cordeiro” vitorioso a sua alegria e o seu louvor.
O Evangelho apresenta os discípulos em missão, continuando o projecto libertador de Jesus; mas avisa que a acção dos discípulos só será coroada de êxito se eles souberem reconhecer o Ressuscitado junto deles e se deixarem guiar pela sua Palavra.

O TRÍDUO PASCAL


A palavra tríduo na prática devocional católica sugere a idéia de preparação. Às vezes nos preparamos para a festa de um santo com três dias de oração em sua honra, ou pedimos uma graça especial mediante um tríduo de preces de intercessão.
O tríduo pascal se considerava como três dias de preparação para a festa de Páscoa; compreendia a quinta-feira, a sexta-feira e o sábado da Semana Santa. Era um tríduo da paixão.
No novo calendário e nas normas litúrgicas para a Semana Santa, o enfoque é diferente. O tríduo se apresenta não como um tempo de preparação, mas sim como uma só coisa com a Páscoa. É um tríduo da paixão e ressurreição, que abrange a totalidade do mistério pascal. Assim se expressa no calendário:
Cristo redimiu ao gênero humano e deu perfeita glória a Deus principalmente através de seu mistério pascal: morrendo destruiu a morte e ressuscitando restaurou a vida. O tríduo pascal da paixão e ressurreição de Cristo é, portanto, a culminação de todo o ano litúrgico.
Logo estabelece a duração exata do tríduo:
O tríduo começa com a missa vespertina da Ceia do Senhor, alcança seu cume na Vigília Pascal e se fecha com as vésperas do Domingo de Páscoa.
Esta unificação da celebração pascal é mais acorde com o espírito do Novo Testamento e com a tradição cristã primitiva. O mesmo Cristo, quando aludia a sua paixão e morte, nunca as dissociava de sua ressurreição. No evangelho da quarta-feira da segunda semana de quaresma (Mt 20,17-28) fala delas em conjunto: "O condenarão à morte e o entregarão aos gentis para que d'Ele façam escarnio, o açoitem e o crucifiquem, e ao terceiro dia ressuscitará".
É significativo que os pais da Igreja, tanto Santo Ambrosio como Santo Agostinho, concebam o tríduo pascal como um todo que inclui o sofrimento do Jesus e também sua glorificação. O bispo de Milão, em um dos seus escritos, refere-se aos três Santos dias (triduum illud sacrum) como aos três dias nos quais sofreu, esteve no túmulo e ressuscitou, os três dias aos que se referiu quando disse: "Destruam este templo e em três dias o reedificaré". Santo Agostinho, em uma de suas cartas, refere-se a eles como "os três sacratíssimos dias da crucificação, sepultura e ressurreição de Cristo".
Esses três dias, que começam com a missa vespertina da quinta-feira santa e concluem com a oração de vésperas do domingo de páscoa, formam uma unidade, e como tal devem ser considerados. Por conseguinte, a páscoa cristã consiste essencialmente em uma celebração de três dias, que compreende as partes sombrias e as facetas brilhantes do mistério salvífico de Cristo. As diferentes fases do mistério pascal se estendem ao longo dos três dias como em um tríptico: cada um dos três quadros ilustra uma parte da cena; juntos formam um tudo. Cada quadro é em si completo, mas deve ser visto em relação com os outros dois.
Interessa saber que tanto na sexta-feira como na sábado santo, oficialmente, não formam parte da quaresma. Segundo o novo calendário, a quaresma começa na quarta-feira de cinza e conclui na quinta-feira santa, excluindo a missa do jantar do Senhor 1. na sexta-feira e na sábado da semana Santa não são os últimos dois dias de quaresma, mas sim os primeiros dois dias do "sagrado tríduo".
Pensamentos para o tríduo.
A unidade do mistério pascal tem algo importante que nos ensinar. Diz-nos que a dor não somente é seguida pelo gozo, senão que já o contém em si. Jesus expressou isto de diferentes maneiras. Por exemplo, no último jantar disse a seus apóstolos: "Se entristecerão, mas sua tristeza se trocará em alegria" (Jn 16,20). Parece como se a dor fosse um dos ingredientes imprescindíveis para forjar a alegria. A metáfora da mulher com dores de parto o expressa maravilhosamente. Sua dor, efetivamente, engendra alegria, a alegria "de que ao mundo lhe nasceu um homem".
Outras imagens vão à memória. Todo o ciclo da natureza fala de vida que sai da morte: "Se o grão de trigo, que cai na terra, não morre, fica sozinho; mas se morrer, produz muito fruto" (Jn 12,24).
A ressurreição é nossa páscoa; é um passo da morte à vida, da escuridão à luz, do jejum à festa. O Senhor disse: "Você, pelo contrário, quando jejuar, unja-se a cabeça e se lave a cara" (MT 6,17). O jejum é o começo da festa.
O sofrimento não é bom em si mesmo; portanto, não devemos buscá-lo como tal. A postura cristã referente a ele é positiva e realista. Na vida de Cristo, e sobre tudo na sua cruz, vemos seu valor redentor. O crucifixo não deve reduzir-se a uma dolorosa lembrança do muito que Jesus sofreu por nós. É um objeto no que podemos nos glorificar porque está transfigurado pela glória da ressurreição.
Nossas vidas estão entretecidas de gozo e de dor. Fugir da dor e as penas a toda costa e procurar gozo e prazer por si mesmos são atitudes erradas. O caminho cristão é o caminho iluminado pelos ensinos e exemplos do Jesus. É o caminho da cruz, que é também o da ressurreição; é esquecimento de si, é perder-se por Cristo, é vida que brota da morte. O mistério pascal que celebramos nos dias do sagrado tríduo é a pauta e o programa que devemos seguir em nossas vidas. 

DOMINGO DE RAMOS

No Domingo de Ramos a Igreja convida os cristãos a meditar a Paixão do Senhor. Este ano, somos guiados pelo evangelista São Lucas que na sua narração demonstra nutrir uma grande veneração e admiração pelo seu Senhor. Tal veneração manifesta-se no facto de que o evangelista evita descrever os detalhes cruéis ou humilhantes da Paixão: ele não usa o termo "flagelar", não fala da "coroação de espinhos". Ao mesmo tempo Lucas revela uma grande admiração por Jesus, que é o modelo do justo sofredor, d'Aquele que com tanta docilidade à vontade de Deus aceita todos os sofrimentos e ajuda outras pessoas a converterem-se e a encontrar a união com Deus. Uma divisão do texto por partes pode facilitar a nossa reflexão: Lc 22, 7-38: Última Ceia; Lc 22, 39-46: a oração de Jesus no jardim da oliveiras; Lc 22, 47-71: prisão e processo hebraico; Lc 23, 1-25: o processo civil diante de Pilatos e Herodes; Lc 23, 26-49: condenação, crucificação a morte; Lc 23, 50-56: os acontecimentos sucessivos à morte. Para cada dia desta semana foi escolhido um trecho das partes assinaladas. Procura viver intensamente esta Semana Santa.

5º DOMINGO DA QUARESMA ANO C

Tema do 5º Domingo da Quaresma

A liturgia de hoje fala-nos (outra vez) de um Deus que ama e cujo amor nos desafia a ultrapassar as nossas escravidões para chegar à vida nova, à ressurreição.
A primeira leitura apresenta-nos o Deus libertador, que acompanha com solicitude e amor a caminhada do seu Povo para a liberdade. Esse “caminho” é o paradigma dessa outra libertação que Deus nos convida a fazer neste tempo de Quaresma e que nos levará à Terra Prometida onde corre a vida nova.
A segunda leitura é um desafio a libertar-nos do “lixo” que impede a descoberta do fundamental: a comunhão com Cristo, a identificação com Cristo, princípio da nossa ressurreição.
O Evangelho diz-nos que, na perspectiva de Deus, não são o castigo e a intolerância que resolvem o problema do mal e do pecado; só o amor e a misericórdia geram activamente vida e fazem nascer o homem novo. É esta lógica – a lógica de Deus – que somos convidados a assumir na nossa relação com os irmãos.

HEBEMUS PAPAM


``TEMOS  UM   PAPA´´
 PAPA FRANCISCO I


PROGRAMAÇÃO MENSAL

Programação Mensal da Capela Nossa Senhora do Carmo

Semanas
DOMINGO
TERÇA
QUARTA
QUINTA
SEXTA
Celebração da Palavra as 19:00 horas
Terço dos Homens as 19:30 Horas
Oficio de Nossa Senhora do Carmo as 19:00 Horas
Adoração ao Santíssimo Sacramento as 19:00 Horas
Missa do Apostolado da Oração as 19:00 horas
Celebração da Palavra as 19:00 horas
Terço dos Homens as 19:30 Horas
Oficio de Nossa Senhora do Carmo as 19:00 Horas
Missa com Adoração as 19:00 Horas



Missa as 17:00 horas
Terço dos Homens as 19:30 Horas
Oficio de Nossa Senhora do Carmo as  19:00 Horas
Adoração ao Santíssimo Sacramento as 19:00 Horas



Celebração da Palavra as 19:00 horas
Terço dos Homens as 19:30 Horas
Oficio de Nossa Senhora do Carmo as 19:00 Horas
Adoração ao Santíssimo Sacramento as 19:00 Horas



Celebração da Palavra as 19:00 horas
Terço dos Homens as 19:30 Horas
Oficio de Nossa Senhora do Carmo as 19:00 Horas
Adoração ao Santíssimo Sacramento as 19:00 Horas




2º DOMINGO DA QUARESMA



2º DOMINGO DA QUARESMA
 ANO C


Tema do 2º Domingo da Quaresma
As leituras deste domingo convidam-nos a refletir sobre a nossa “transfiguração”, a nossa conversão à vida nova de Deus; nesse sentido, são-nos apresentadas algumas pistas.
A primeira leitura apresenta-nos Abraão, o modelo do crente. Com Abraão, somos convidados a “acreditar”, isto é, a uma atitude de confiança total, de aceitação radical, de entrega plena aos desígnios desse Deus que não falha e é sempre fiel às promessas.
A segunda leitura convida-nos a renunciar a essa atitude de orgulho, de auto-suficiência e de triunfalismo, resultantes do cumprimento de ritos externos; a nossa transfiguração resulta de uma verdadeira conversão do coração, construída dia a dia sob o signo da cruz, isto é, do amor e da entrega da vida.
O Evangelho apresenta-nos Jesus, o Filho amado do Pai, cujo êxodo (a morte na cruz) concretiza a nossa libertação. O projecto libertador de Deus em Jesus não se realiza através de esquemas de poder e de triunfo, mas através da entrega da vida e do amor que se dá até à morte. É esse o caminho que nos conduz, a nós também, à transfiguração em Homens Novos.


O SANTO PADRE BENTO XVI SE DEMITIRÁ

Bento XVI anunciou esta segunda-feira que se demitirá no dia 28 de fevereiro. Eis o texto integral do anúncio:

Caríssimos Irmãos,

convoquei-vos para este Consistório não só por causa das três canonizações, mas também para vos comunicar uma decisão de grande importância para a vida da Igreja. Depois de ter examinado repetidamente a minha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que as min...has forças, devido à idade avançada, já não são idóneas para exercer adequadamente o ministério petrino. Estou bem consciente de que este ministério, pela sua essência espiritual, deve ser cumprido não só com as obras e com as palavras, mas também e igualmente sofrendo e rezando. Todavia, no mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de grande relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor quer do corpo quer do espírito; vigor este, que, nos últimos meses, foi diminuindo de tal modo em mim que tenho de reconhecer a minha incapacidade para administrar bem o ministério que me foi confiado. Por isso, bem consciente da gravidade deste acto, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro, que me foi confiado pela mão dos Cardeais em 19 de Abril de 2005, pelo que, a partir de 28 de Fevereiro de 2013, às 20,00 horas, a sede de Roma, a sede de São Pedro, ficará vacante e deverá ser convocado, por aqueles a quem tal compete, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice.
Caríssimos Irmãos, verdadeiramente de coração vos agradeço por todo o amor e a fadiga com que carregastes comigo o peso do meu ministério, e peço perdão por todos os meus defeitos. Agora confiemos a Santa Igreja à solicitude do seu Pastor Supremo, Nosso Senhor Jesus Cristo, e peçamos a Maria, sua Mãe Santíssima, que assista, com a sua bondade materna, os Padres Cardeais na eleição do novo Sumo Pontífice. Pelo que me diz respeito, nomeadamente no futuro, quero servir de todo o coração, com uma vida consagrada à oração, a Santa Igreja de Deus.

Vaticano, 10 de Fevereiro de 2013.

BENEDICTUS PP XVI